January Jones in Versace

January Jones como Emma Frost no filme X-Men

A soma de duas ou mais marcas resulta em um conceito. Visto que o conceito é a representação de uma figura de linguagem. Como no caso do mito da “loira”. Da mulher ariana. Que foi moldada pela indústria cinematográfica, por meio de ícones como Marilyn Monroe, Grace Kelly e Doris Day.

Um mito em que a Versace apostou. Já que por intermédio de sua vice-presidente e diretora de estilo e imagem, Donatella Versace, escolheu January Jones para ser a garota-propaganda de sua “Coleção de Verão 2011”. Coleção inspirada na cultura grega da antiguidade. Portanto, farta em motivos helênicos.

Todavia, aos 33 anos, a norte-americana January Jones carrega um misto de amadurecimento e beleza ideal para essa coleção de costumes e acessórios. Embora apareça apenas com os acessórios nos anúncios em P&B da campanha publicitária. Onde ela sobressai mais do que na sua carreira como atriz. A qual, por uma “incrível coincidência”, lhe renderá uma personagem de destaque justo no ano em que se tornou a loira da grife de Milão. E isso se dará no filme “X-Men: First Class” – que, no início de junho, estreará nos cinemas. Uma película voltada ao público infantojuvenil. Onde ela provocará a libido adolescente ao interpretar “Emma Frost, a Rainha Branca”.

Ademais, as fotos utilizadas nas peças publicitárias foram obras do fotógrafo Mario Testino. Um peruano radicado em Londres. E que é um mestre no enquadramento. Pois não perde tempo com coisas subjetivas. Como instigar a ideia de que a boa o foto é aquela que revela aquilo que omite. Dado que ele trabalha exclusivamente com aquilo que a câmera capta. Imortalizando a imagem. E, por isso, ele foi decisivo quanto à “canonização” das lendas contemporâneas da moda. Como Gisele Bündchen e Kate Moss. Que foram espiritualmente desvirginadas pela sua lente.

Assim, nas fotografias, January Jones vive as três paixões da mulher moderna. Primeiro, por meio do salto alto que calça. Que ergue o quadril de forma “equina”. Ofertando a vagina ao faro do macho mais próximo. Em segundo, através da bolsa que intencionalmente segura à frente da cintura. Simbolizando o local em que guarda os seus segredos. E, em terceiro, com o corpo desnudo e de lado. De forma a expressar o intento dúbio que permeia a personalidade da mulher experiente. Que se insinua, sem se comprometer. Evitando a vulgaridade. Ora que é um artifício de que não mais carece para se divertir. Apenas chamando a atenção para a sensação de poder que a acomete ao ser acessível ao homem que a deseja.

Enfim, January Jones é a personificação do ideal palpável. Ou da “utopia prêt-à-porter”. Que qualquer mulher pode obter.

Foto: Caliban 7 no Flickr

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