A história do jeans

A Levi Strauss tem um importante papel na história dos jeans.

Em 20 de maio de 1873, Jacob Davis e Levi Strauss registraram a patente de número 139,121, no United States Patent and Trademark Office. Uma patente referente ao “waist overalls” – ou à “cintura-de-macacão”.

A “cintura-de-macacão” era a evolução de uma sarja originária de Nimes, na França. Uma trama que se tornou muito popular em Chieri, na Itália, no ano 1600. Sendo que a sua notoriedade se estendeu ao porto de Gênova. Onde era usada na confecção dos trajes dos marinheiros e das velas dos navios.

Ademais, ao fim da década de 1780, nos Estados Unidos da América, esse pano passou a ser produzido com o nome de “denim” – numa referência à sua cidade de origem. E utilizado, preferencialmente, como lona em carroça.

Doravante, em 1848, começou a “Corrida do Ouro”. Que motivou uma multidão de homens a ir para o Oeste em busca de tal metal.

Sem mais, esse evento colocou o denim de novo na história. Primeiro, por causa de um fracasso. Pois, devido à concorrência, ele perdeu espaço para outros tipos de lonas. Em segundo, por causa de uma nova necessidade. Ora que as vestes dos mineiros não resistiam a sua jornada de trabalho. E, por essa razão, as roupas começaram a ser feitas com lona. Que, devido à densidade, machucavam os seus usuários. O que favoreceu o emprego do denim. Visto que ele era abundante, resistente e macio.

Ademais, a Corrida do Ouro levou para o Oeste mais do que mineiros. Também levou os profissionais que atenderiam às necessidades desse grupo.
Dentre estes, em 1853, estava Levi Strauss. Levi que foi para São Francisco, na Califórnia. Onde abriu uma loja de “Secos & Molhados”. E, em 1872, entrou para o ramo têxtil, por influência de Jacob Davis. Um alfaiate de Reno, em Nevada. O qual detectara uma falha na calça feita de denim. Uma falha nos bolsos. Cuja costura de rompia com facilidade. E a solucionou ao prender os bolsos com rebites. Que, até hoje, estão presentes nesse tipo de calça. Entretanto, Davis não tinha dinheiro para patentear a ideia. E, apostando no tino comercial de Strauss, lhe propôs uma sociedade. Na qual o mesmo pagaria pelo registro em troca de uma divisão de lucros.

Então o tempo passou. Até que, no século XX, o mercado se tornou novamente favorável à “cintura-de-macacão”. Visto que à adolescência chegavam os “filhos da Segunda Guerra”. Os “Baby Boomers”. Um contingente economicamente expressivo e que carecia de uma cultura própria. E veio a encontrar na rebeldia a sua identidade. Levando a indústria têxtil a se inspirar na estratégia da indústria tabagista para vesti-los. Ao glamorizar seu produto por intermédio do cinema. E, assim como se colocou o cigarro na boca de Humphrey Bogart, em “Casablanca”, de 1943, se colocou a calça com rebites em James Dean, no filme “Juventude Transviada”, de 1955.

Por fim, como a peça lembrava o fustão – um tecido utilizado em pijamas, cuja pronúncia em inglês é “Jean” –, a geração Baby Boom a apelidou de “Jeans”.

Um comentário em “A história do jeans”

  1. A marca de jeans Levis faz uma linha para as mulheres que são perfeitos, confortáveis, modernos e de qualidade. Estou muito feliz com o meu jeans Levis

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