Chanel mostra ao público como são feitas suas peças

Chanel fez un vídeo mostrando como são feitas suas peças

Para quem não conhece muito sobre a Chanel, pode ficar agora um pouco mais interada sobre a marca. Afinal, a grife abriu suas portas e fez o vídeo The Secrets of the Little Black Jacket by Chanel, mostrando como é feita o casaco preto estilo tweed, peça clássica da marca. A Chanel já até mostrado antes como é feita a bolsa 2.55, outro acessório famoso da grife.

Como o casaco tweed da Chanel é feito, o clássico tailleur Chanel, já não é mais um segredo. A grife fez o vídeo diretamente da fábrica e mostrou como é toda a confecção. Para a surpresa de muitas pessoas, é que o processo inteiro é feito praticamente à mão. Da modelagem à costura, o tailleur passa pela mão de um profissional. Primeiro, o modelista marca aonde serão os cortes na peça. Todo o trabalho é minucioso. O vídeo de dois minutos mostra todo o passo a passo.

Mas o vídeo não é a única novidade. A grife também está lançando um livro só sobre o casaco: “The Little Black Jacket: CHANEL’s Classic Revisited by Karl Lagerfeld and Carine Roitfeld”. Ele contém fotos com clientes famosas usando o famoso tweed, além de informações sobre a peça e de como ela é produzida.

O lançamento do livro ainda não tem data definida, mas está previsto para chegar às lojas no outono europeu. Além disso, a publicação irá acompanhar uma exposição sobre a Chanel que será inaugurada, ainda nesse semestre, em Tóquio.

Mas não é a primeira vez que a grife mostra os bastidores da confecção de um produto. Ela já tinha mostrado como é feito a clássica bolsa 2.55. A peça foi desenhada por Coco Chanel que se tornou um dos clássicos produtos da marca francesa. A fundadora da maison deu o nome de 2.55 referente a fevereiro de 2005, data de sua criação.

A bolsa de ombro é famosa por suas correntes e alças de couro. O sucesso foi tamanho que a peça é refeita em toda coleção da marca pelo próprio Karl Lagerfeld. Ele já fez versões pequenas e grandes, mudando inclusive o material para veludo, tweed e jeans. Mas produzir a peça não é fácil. Sua confecção conta com 180 passos até ficar pronta.

Coco revolucionou a moda com a sua criação, principalmente quando inventou o clássico vestido preto, peça coringa e obrigatória em todo guarda roupa das mulheres. Antes de criar o 2.55, ela já tinha levado ao mercado a primeira bolsa de ombro anos antes, em 1929, inspirada no acessório usado por militares. Mas foi só com 2.55, 16 anos depois, para ser aderido maciçamente pelo público feminino.

Saiba mais sobre as últimas notícias da Chanel. Confira quando Gigi Burris foi contratada pela marca.

Foto Chanel: demarsellaabarcelonaupandlowcost.blogspot.pt

Alexander Wang é processado por trabalho escravo

Alexander Wang é um estilista famoso
Alexander Wang é um estilista famoso

O estilista Alexander Wang foi acusado, em um processo movido por ex-funcionários, por trabalho escravo. O caso do americano será julgado na Suprema Corte dos Estados Unidos. Dennis Wang, irmão do estilista, também foi acusado e, segundo os ex-funcionários, as jornadas passavam de 16 horas e tinham péssimas condições de trabalho.

A fábrica de Wang fica em Chinatown, em um lugar sem janelas e com menos de 200 metrosquadrados. O ex-empregado Wenyu Lu, de 56 anos, disse ao jornal The New York Times que passava mais de 90 horas por semana na fábrica e quando prestou queixa foi demitido. Seu advogado também contou que Lu desmaiou depois de um turno ininterrupto de 25 horas.

O processo de US$ 50 milhões foi registrado na Corte Suprema do Queens e foi levado para a Corte Federal. No total, são 29 ex-empregados que abriram o processo. A assessoria de Alexander Wang negou todas as acusações em entrevista ao site de moda WWD. Segundo eles, a empresa leva a sério a lei e que cumpre com todas as sua obrigações, inclusive referentes à carga horário e pagamento de hora extra, e que a marca garante um ambiente seguro para o trabalho.

O caso surpreendeu o público, já que Wang sempre foi um nome renomado na indústria. Ainda não se sabe como será o futuro do estilista e quais consenquências terão em seu trabalho. Apesar do processo polêmico, Alexander Wang pretende abrir mais 15 lojas até o final do ano. Ele ainda não se pronunciou oficialmente.

Não é a primeira vez que um caso assim aparece na imprensa. No ano passado a Zara também chegou a ser acusada. O programa A Liga, da TV Bandeirantes, fez um programa especial sobre o caso. Na reportagem foram mostradas as condições degradantes e irregulares que os funcionários da fábrica de costura eram submetidos na cidade de Americana, no interior de São Paulo. O Repórter Brasil, agência de notícias, também acompanhou o caso e fez uma matéria sobre a fábrica. Confira a matéria na íntegra.

A preocupação ambiental e social é algo cada vez mais recorrente na moda. A questão ganha cada dia uma maior importância. No ano passado muitos estilistas e marcas incluíram a moda sustentável em seus trabalhos e, com o aumento do número de casos de trabalho escravo em grandes marcas, o assunto virou algo preocupante em um meio que não transparecia suas mazelas.

Saiba mais sobre o tema no Moda e Luxo

Alber Elbaz completa 10 anos na Lanvin

Albert Elbaz
Albert Elbaz

O designer Alber Elbaz completou, em março, 10 anos como diretor criativo da Lanvin. A comemoração foi após o desfile da grife na Semana de Moda de Paris. Também será lançado um livro sobre sua carreira, em abril. A publicação faz uma retrospectiva de todo o seu trabalho.

Nascido em Marrocos, Elbaz foi criado em Israel. Ele ficou conhecido por um trazer uma nova visão aos vestido franceses, na década de 90. O designer sempre usou tecidos leves e que valorizassem as formas femininas em seu trabalho.

Tudo começou quando ele foi convidado para assumir o posto de diretor criativo da marca Guy Laroche, em Paris, para quem realizou três coleções. O sucesso foi grande, tanto que sucedeu Yves Saint Laurent na Rive Gauche, onde também ficou por três temporadas. Depois que a grife foi comprada pela Gucci, Elbaz foi à Milão trabalhar para a marca Krizia, somente durante uma temporada. Após seu trabalho na marca, ele ficou um ano longe da indústria.

Parecia que sua carreira iria ficar estagnada até quando, em 2001, ele foi integrar a equipe da Lanvin, como diretor criativo. Em entrevista ao site de moda WWD, ele contou um pouco sobre sua carreira e de como entrou para a Lanvin. A grife precisava de um novo diretor criativo e o que o designer fez foi ligar Shaw Lan Wang, donda da marca. Não tive que convencê-la. Mesmo. Eu liguei e ela me retornou uma meia hora depois”, disse.

Ele contou que quando chegou na maison, não quis começar do zero e mudar tudo que a Lanvin já fez. Ele quis começar com uma “abordagem positiva”. “Não estou aqui para machucar o negócio”, contou.

No início ele fez uma busca por antigos trabalhos da marca e viu que muitas peças tinha um lado de “desejo”. Elbaz não pensou duas vezes e decidiu trabalhar emcima do conceito, fazendo coleções para mulheres e dando ênfase também ao design. “E eu estava muito dentro do design, porque eu vinha da casa de Geoffrey Beene, que era muito focada no design.” Foi a união de conceitos perfeita para o sucesso dos seus projetos.

Elbaz frisou que todo o seu trabalho faz parte do momento. Quando ele começou a desenhar vestidos de noiva, foi quando uma amiga de 51 anos iria casar. Ela não queria nada glamouruoso, então a primeira coisa que o estilista pensou era que precisava trabalhar naquilo imediatamente. A situação é a mesma para a linha infantil que desenhou que desenhou. Quatorze das vinte mulheres que trabalhavam com ele, estavam grávidas. “Já que todo o mundo à minha volta tinha se tornado mãe, resolvi vestir as filhas.”

Seu trabalho na Lanvin ficou muito conhecido quando Kate Moss foi a festa de Manolo Blahnik, com um de seus vestido da coleção de verão, em 2003. Inclusive, atrizes como Demi Moore, Charlize Theron e Julianne Moore são clientes da marca que amigas de Elbaz. O designer também foi notícia quando dançou com modelos em um vídeo para a coleção de outono de 2011. Uma curiosidade: a estilista brasileira Barbara Casasola já trabalhou para a Lanvin. Mês passado, ela lançou sua nova coleção em Paris.